A revisão é o ponto de ruptura entre quem estuda muito e quem realmente aprende. O problema é que a maioria dos candidatos revisa de forma equivocada, apostando apenas na releitura passiva.
A revisão ativa parte de um princípio simples: o cérebro aprende quando é provocado. Flashcards, por exemplo, só funcionam se forem bem construídos. Eles devem conter perguntas objetivas, focadas em artigos de lei, exceções, prazos, teses jurisprudenciais e conceitos recorrentes de prova.
A leitura ativa da legislação exige método. Não basta grifar. É preciso identificar padrões de cobrança, palavras-chave, exceções e remissões normativas. Ler a lei com provas anteriores ao lado muda completamente a assimilação.
Os resumos, por sua vez, devem ser seletivos. Resumir tudo é inútil. O resumo eficiente é aquele que organiza apenas o que é cobrado, preferencialmente após a resolução de questões.
Revisar bem é revisar menos, porém melhor. Ciclos curtos, retomadas frequentes e esforço cognitivo são muito mais eficientes do que longas horas de releitura.