Quem estuda para concursos das carreiras jurídicas costuma errar não por falta de esforço, mas por falta de método. A reprovação, na maioria das vezes, não decorre de incapacidade intelectual, mas da repetição de erros estratégicos previsíveis.
O primeiro erro é tentar estudar tudo. Editais extensos criam a falsa sensação de que é necessário dominar cada linha da doutrina. As bancas, porém, cobram sempre os mesmos dispositivos, súmulas e entendimentos consolidados. Estudar sem filtro é desperdiçar energia.
Outro erro comum é ignorar o perfil da banca examinadora. Cada banca possui lógica própria de cobrança, linguagem recorrente e temas preferidos. Estudar “Direito em abstrato” sem olhar provas anteriores é estudar no escuro.
Também prejudica gravemente a preparação a revisão passiva, baseada apenas em releitura de PDFs ou marcações. O cérebro não consolida conhecimento sem esforço ativo. Revisar não é reler, é testar, errar e ajustar.
Há ainda o erro do excesso de materiais. Muitos candidatos acumulam cursos, livros e PDFs, mas não dominam nenhum. O excesso gera ansiedade e fragmentação do estudo.
A correção desses erros passa por uma mudança simples e decisiva: estudar o que cai, do jeito que cai, e revisar de forma ativa. É exatamente essa lógica que estrutura o Método DPN, eliminando o supérfluo e concentrando o estudo no núcleo decisório das provas.